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Crises de pânico: como agir e aliviar os sintomas  

Crises de pânico causam sintomas intensos e medo extremo. Técnicas como grounding, hipnose e apoio emocional ajudam a aliviar os episódios.
Estudo indica que ansiedade pode causar demência

O influenciador Gustavo Tubarão chamou atenção para as crises de pânico após compartilhar, no dia 24, um vídeo em que enfrentava o episódio enquanto treinava na academia. O caso reacendeu o debate sobre como lidar com essas crises, caracterizadas por medo extremo, sintomas físicos intensos e a sensação iminente de morte.  

Segundo Larissa Fonseca, psicóloga especialista em ansiedade e crises de pânico, os episódios podem incluir taquicardia, tremores, pressão no peito, suor excessivo e dificuldades respiratórias. “A pessoa sente que vai morrer. É como uma falha nos pensamentos acompanhada de sintomas físicos muito intensos”, explica.  

O psiquiatra Bruno Pascale Cammarota ressalta que, embora os ataques sejam geralmente inesperados e passageiros, podem levar a comportamentos de esquiva, como evitar locais públicos, o que caracteriza a agorafobia. Ele também alerta para a dificuldade no diagnóstico, que pode levar de seis meses a um ano devido à busca inicial por outras especialidades médicas, como cardiologia ou pronto-socorro.  

Como aliviar os sintomas durante uma crise 

Para lidar com uma crise de pânico, os especialistas recomendam medidas simples e eficazes. Uma delas é o controle da respiração, com inspirações e expirações lentas e profundas pelo nariz. Lavar o rosto com água fria ou segurar um cubo de gelo também pode ajudar a regular as sensações físicas.  

Fonseca sugere a técnica de **grounding**, que ajuda a desviar o foco dos sintomas, pedindo para a pessoa identificar objetos que vê, sente ou toca. Já Cammarota reforça a importância do apoio de amigos e familiares. “Dizer que está ao lado dela, oferecer palavras tranquilizadoras e reforçar que a crise é temporária podem fazer diferença”, afirma.  

Hipnose clínica como alternativa complementar 

A hipnose clínica tem sido cada vez mais utilizada no tratamento de transtornos relacionados à ansiedade, incluindo as crises de pânico. A técnica atua no subconsciente, ajudando a identificar gatilhos emocionais e a modificar padrões de pensamento que intensificam o sofrimento.  

Segundo especialistas, a hipnose pode ser aliada da psicoterapia e dos tratamentos convencionais, reduzindo o impacto das crises e promovendo maior autoconhecimento. No entanto, a busca por profissionais qualificados é essencial para garantir a eficácia do método.  

O que evitar durante uma crise  

Os especialistas alertam para atitudes que podem piorar a situação. Minimizar os sintomas, pressionar a pessoa a se acalmar ou ironizar o momento devem ser evitados. “Não diga que é frescura ou bobeira. A empatia é fundamental”, orienta Fonseca.  

Por fim, Cammarota lembra que o tratamento adequado, que combina medicação e psicoterapia, é essencial para que a pessoa compreenda o transtorno e encontre formas de manejá-lo. “Ainda há preconceito em buscar ajuda médica, mas é importante incentivar essa procura para melhorar a qualidade de vida”, conclui.

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