Pesquisas apontam que mulheres são diagnosticadas com depressão em uma frequência duas vezes maior do que homens. Essa disparidade pode estar relacionada às diferenças na forma como os sintomas se manifestam em cada gênero, segundo especialistas.
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-11), os sinais característicos de um episódio depressivo incluem humor deprimido e falta de interesse persistente por pelo menos duas semanas. Outros sintomas, como apatia, baixa autoestima, sentimentos de culpa e inutilidade, também são comuns.
Embora esses sintomas sejam amplamente reconhecidos, estudos mostram que homens podem apresentar manifestações distintas, o que dificulta o diagnóstico. Pesquisadores australianos analisaram 32 estudos sobre o tema e identificaram que, enquanto mulheres frequentemente exibem sintomas internalizantes, como exaustão, tristeza, culpa e alterações no apetite, homens tendem a apresentar sintomas externalizantes, como irritabilidade, agressividade, comportamento de risco e abuso de substâncias.
Os homens afetados pela depressão também costumam relutar em buscar ajuda profissional ou abandonar a terapia precocemente, conforme sugerem estudos. Essa resistência pode estar associada a modelos culturais e sociais que valorizam características como força, independência e controle emocional entre os homens.
O termo “depressão masculina” foi introduzido na literatura médica em língua inglesa para descrever casos em que os sintomas predominantes incluem comportamentos como raiva e aumento no consumo de álcool. No entanto, esses sinais não estão presentes em todos os casos. De acordo com pesquisas, cerca de 40% dos homens deprimidos exibem tanto sintomas externalizantes quanto internalizantes, enquanto outros apresentam os sinais tradicionais de depressão.
A origem dessas diferenças de sintomas ainda não foi completamente explicada pela ciência. Uma das hipóteses envolve modelos comportamentais e normas culturais que inibem homens de expressarem vulnerabilidade ou buscarem suporte emocional.
Especialistas destacam que compreender essas nuances é essencial para melhorar o diagnóstico e o tratamento da depressão em homens, contribuindo para abordagens mais eficazes e inclusivas.
Abordagens alternativas e hipnose clínica
Diante desses desafios no diagnóstico e tratamento, abordagens complementares, como a hipnose clínica, têm ganhado espaço como alternativas eficazes. A técnica, reconhecida por atuar diretamente no inconsciente, pode ajudar homens a lidarem com as raízes emocionais da depressão, muitas vezes associadas a traumas, padrões culturais ou crenças limitantes.
Estudos sugerem que a hipnose clínica pode auxiliar na regulação emocional, redução de comportamentos impulsivos e gerenciamento de sintomas relacionados à depressão, como insônia e abuso de substâncias. Para muitos homens, essa abordagem oferece um caminho menos confrontador do que as terapias convencionais, ajudando a superar a resistência inicial ao tratamento.Se você quer saber mais sobre essa abordagem, clique aqui ou agende uma consulta através do Whatsapp: (71) 9 9944-2345.




